Aspectos de Urano e Plutão: o que é geração e o que é você
Urano corta o que travou e abre espaço de repente. Plutão trabalha por baixo, desmonta a estrutura antiga e devolve outra coisa no lugar. Quando os dois formam ângulo, a astrologia costuma falar em pressão por mudança de fundo, do tipo que aparece na cultura antes de aparecer na vida de uma pessoa. O ciclo entre eles é irregular: leva de 110 a 140 anos, porque a órbita de Plutão é bastante alongada e a velocidade dele muda ao longo do percurso. Por isso as fases não têm a mesma duração e algumas gerações ficam muito mais largas do que outras.
- Tema da dupla
- Ruptura e transformação profunda no mesmo movimento
- Área de Urano
- Corte, liberdade, invenção, mudança súbita
- Área de Plutão
- Poder, profundidade, crise, reconstrução
- Classe
- Par lento, leitura geracional
- Encontro no céu
- Conjunção a cada 110 a 140 anos
Conjunção de Urano e Plutão
A conjunção mais recente se formou em 1965 e 1966, entre 16 e 18 graus de Virgem, com duas passagens exatas. Em orbe larga ela cobre nascimentos do começo dos anos 1960 até a virada para os anos 1970. A anterior tinha acontecido por volta de 1850, em Áries.
O sentido clássico dessa junção é o de reconstrução acelerada: o que sai do lugar não volta ao formato anterior. Como marca de nascimento, ela pertence a uma faixa enorme de pessoas, então usar a conjunção para explicar o temperamento de alguém não funciona. A parte aproveitável é outra. Em Virgem, o par caiu no território do trabalho, do método e do corpo, e um mapa em que essa conjunção fica perto do Sol, da Lua ou do Meio do Céu tende a mostrar o tema de forma mais nítida do que a média da geração.
Sextil de Urano e Plutão
Depois de 1966 os dois foram se afastando e alcançaram sessenta graus em meados dos anos 1990, com Urano em Aquário e Plutão em Sagitário. Quem nasceu por volta de 1995 a 1997 carrega esse ângulo. É a fase mais discreta do ciclo: mudança e profundidade se apoiam sem conflito, e nada nisso se impõe sozinho. Num mapa individual, o dado funciona como referência de época. Ele começa a pesar apenas quando um dos dois planetas participa de uma configuração com pontos rápidos, e nesse caso quem manda na leitura é o ponto rápido.
Quadratura de Urano e Plutão
Entre 2012 e 2015 os dois formaram sete quadraturas exatas, com Urano em Áries e Plutão em Capricórnio. Foi uma sequência longa e bastante comentada, e ela também revela algo do ciclo: da conjunção de 1965 até essa quadratura passaram menos de cinquenta anos, um trecho curto para um par que leva mais de um século para fechar a volta. Isso acontece porque Plutão passou pelo ponto mais próximo do Sol em 1989 e vinha se movendo mais rápido que a média. Há ainda uma quadratura anterior, do outro lado do ciclo, formada no começo dos anos 1930.
Noventa graus entre esses dois descrevem atrito entre o impulso de romper e a força que quer controlar o processo. Esse é o eixo, e a intensidade depende da orbe. O que não cabe dizer é para onde a coisa vai. Crianças e adolescentes nascidos entre 2012 e 2015 dividem a mesma quadratura, o que já mostra o quanto ela é ampla. A leitura útil aparece na casa em que o par caiu e nos contatos que ele faz com o restante do mapa.
Trígono de Urano e Plutão
A fase de trígono do ciclo atual se forma por volta de meados desta década, com Urano em Gêmeos e Plutão em Aquário, então são os nascimentos mais recentes que passam a trazer esse ângulo. Cento e vinte graus indicam que corte e profundidade seguem na mesma direção, com pouca fricção entre eles. Antes disso, era preciso voltar ao começo dos anos 1920 para encontrar um trígono entre os dois. É uma boa amostra de como funcionam os pares lentos: a mesma configuração some por um século e depois volta a marcar uma geração inteira de uma vez.
Oposição de Urano e Plutão
A oposição não aparece em nenhum mapa de pessoa viva. A última se formou por volta de 1901, com Urano em Sagitário e Plutão em Gêmeos, e a próxima é esperada perto da metade deste século. Quem nascer naquela faixa vai carregar o ponto médio do ciclo iniciado em 1965.
Como desenho, ela colocaria a vontade de romper de um lado e o poder de sustentar de outro, com meio zodíaco de distância. Descrever a largura desse balanço é legítimo; anunciar o que ele produz na vida de alguém, não. Se aparecer uma oposição Urano e Plutão em um mapa natal atual, vale conferir os graus dos dois planetas antes de aceitar o dado, porque em geral se trata de orbe exagerada ou de erro no cálculo.
Urano e Plutão na sinastria
Duas pessoas nascidas na mesma década têm o mesmo ângulo entre Urano e Plutão, então esse dado não diz nada sobre o que existe entre elas. É contexto compartilhado, como ter escutado as mesmas músicas na adolescência. O contato que muda alguma coisa é o cruzado, quando o Urano de uma pessoa toca o Plutão da outra com orbe curta, o que costuma acontecer entre gerações diferentes. Nesse caso a convivência tende a mexer com o ritmo de mudança de cada um, e ainda assim isso não determina rumo. O Moon Shine AI monta a sinastria com os contatos entre os dois mapas e mostra quais deles são realmente pessoais.
Dá para conferir os graus de Urano e de Plutão no seu mapa e ver em que casa esse par caiu, quando você tem a hora de nascimento.
O que esse aspecto faz no meu mapa?
Sozinho, ele descreve a sua geração e não você. Milhões de pessoas nasceram com o mesmo ângulo. A leitura fica pessoal quando Urano ou Plutão faz contato apertado com um planeta rápido ou com um ângulo do mapa, e é esse contato que merece atenção.
Por que o ciclo demora tempos tão diferentes?
A órbita de Plutão é bem alongada, então ele acelera perto do Sol e desacelera bastante na parte distante do percurso. Por isso o encontro com Urano pode levar 110 anos em uma volta e chegar perto de 140 em outra.
Nasci entre 2012 e 2015, a quadratura pesa em mim?
Ela pesa na mesma medida em todo mundo nascido nesses anos, o que já indica o tamanho do dado. O que faz diferença é a casa em que os dois caíram e se eles tocam Sol, Lua ou o Ascendente. Sem hora de nascimento, a casa não pode ser afirmada.